Um empresário de Paraíso do Tocantins foi preso preventivamente nesta sexta-feira (31), suspeito de sequestrar, torturar e tentar matar um homem em um crime ocorrido no fim de maio deste ano. A prisão foi realizada pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Regional de Paraíso e da 6ª Divisão Especializada de Investigações Criminais (6ª Deic), no estabelecimento comercial do investigado, localizado na região central da cidade.
De acordo com as investigações, o crime teria sido motivado pela suspeita de que a vítima havia furtado objetos de uma construção pertencente ao empresário. A polícia apurou que o investigado contou com o apoio de integrantes de uma organização criminosa para localizar o homem.
Conforme a investigação, na madrugada de 30 de maio, o empresário e outros envolvidos invadiram a residência da vítima após arrombarem a porta. Ainda segundo a Polícia Civil, eles se passaram por policiais para enganar o homem, que foi levado à força em seu próprio veículo até a região do Córrego Cachorra, na zona rural de Paraíso do Tocantins.
No local, a vítima teria sido submetida a sessões de tortura para revelar a identidade de outra pessoa supostamente envolvida no furto. Em seguida, o empresário teria efetuado dois disparos de arma de fogo, atingindo o homem na nuca e na perna.
Acreditando que a vítima estivesse morta, os suspeitos a abandonaram às margens da rodovia TO-080. No entanto, o homem conseguiu sobreviver. Mesmo ferido, rastejou até a beira da estrada, onde foi encontrado e socorrido por equipes do Corpo de Bombeiros.
Com base nas provas reunidas durante a investigação, a Justiça expediu um mandado de prisão preventiva contra o empresário. Após ser detido, ele foi levado para a unidade policial, passou pelos procedimentos legais e, em seguida, foi encaminhado à Unidade Penal da região, onde permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar e responsabilizar os demais envolvidos na ação criminosa, incluindo os suspeitos que teriam auxiliado o empresário na localização e execução do sequestro da vítima.