
A Prefeitura de Palmas iniciou um levantamento nos empreendimentos habitacionais de interesse social vinculados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para identificar possíveis irregularidades no uso das moradias populares. A fiscalização será realizada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação (Seihab) e abrangerá cinco conjuntos habitacionais administrados pelo Município.
A iniciativa foi adotada após o recebimento de denúncias sobre situações que podem contrariar as regras dos programas habitacionais, como venda, aluguel, abandono ou cessão irregular dos imóveis. O objetivo é verificar se as unidades continuam cumprindo sua finalidade social e permanecem destinadas às famílias que atendem aos critérios estabelecidos.
Para conduzir as apurações, o Município instituiu uma Comissão Permanente formada por cinco membros titulares e cinco suplentes. O grupo será responsável por realizar as vistorias, analisar possíveis descumprimentos contratuais e produzir relatórios sobre cada caso identificado.
A identificação de uma possível irregularidade não significa a perda imediata do imóvel. Caso sejam encontrados indícios de descumprimento contratual, o beneficiário será notificado formalmente e poderá ser comunicado até quatro vezes durante o processo.
Nesse período, o morador terá direito ao contraditório e à ampla defesa, podendo apresentar documentos, justificativas e outras provas que considerar necessárias para esclarecer a situação.
Após a análise do material apresentado, a comissão elaborará um relatório conclusivo, que será encaminhado à autoridade competente para a tomada de decisão.
O secretário-executivo de Habitação da Seihab, Hebert Veras, afirmou que a medida pretende garantir que os imóveis públicos sejam utilizados de acordo com sua finalidade.
“Recebemos denúncias de descumprimento das exigências contratuais e, a partir das vistorias, caso as irregularidades sejam confirmadas, serão emitidas quatro notificações para assegurar o direito de defesa do beneficiário. Se houver a comprovação das irregularidades, será iniciado o processo de retomada do imóvel”, explicou.
Segundo o secretário-executivo, a fiscalização busca preservar o caráter social dos empreendimentos e garantir que as unidades permaneçam com famílias que realmente se enquadram nas regras dos programas habitacionais.
De acordo com as regras estabelecidas para a comissão, cada procedimento terá prazo máximo de 60 dias úteis para ser concluído. Em situações que exigirem uma análise mais detalhada, esse período poderá ser prorrogado por mais 60 dias.
A Prefeitura reforça que eventual retomada de uma unidade somente poderá ocorrer após a apuração da situação, análise das provas e garantia do direito de defesa do beneficiário.
Com o levantamento, o Município pretende identificar a real utilização das moradias vinculadas ao PAC e impedir que unidades destinadas à habitação de interesse social sejam utilizadas de maneira incompatível com as regras dos programas.
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