
Um homem foi condenado a 70 anos de prisão pelo assassinato da própria filha, de 12 anos, ocorrido em julho de 2025, na zona rural de Babaçulândia, na região norte do Tocantins. A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri após os jurados acolherem integralmente as acusações apresentadas pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO).
A Justiça determinou que a pena seja cumprida inicialmente em regime fechado e negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade.
Durante o julgamento, os jurados reconheceram que o assassinato ocorreu em contexto de feminicídio e apresentava qualificadoras relacionadas ao meio cruel utilizado e ao recurso que teria dificultado a defesa da vítima.
Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público, João Vitor teria trancado a filha dentro da residência para impedir que ela deixasse o local. Em seguida, teria utilizado um facão para golpeá-la na região da garganta.
Ainda segundo a acusação, a violência provocou intenso sofrimento à menina antes da morte.
O Ministério Público também sustentou que, no dia do crime, o homem teria consumido bebidas alcoólicas e passado parte do dia amolando o facão que seria utilizado no ataque.
Posteriormente, conforme a denúncia, ele teria permanecido dentro da residência com a filha e cometido o assassinato.
Com a condenação, o homem deverá cumprir 70 anos de prisão em regime fechado. A decisão também determina que ele permaneça preso enquanto tramita eventual recurso.
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