
Uma fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) terminou com a apreensão de aproximadamente 190 aves silvestres que eram transportadas em condições consideradas de maus-tratos na noite desta terça-feira (18), na BR-153, em Guaraí, na região central do Tocantins.
Os policiais abordaram um ônibus de passageiros por volta das 19h, no km 332 da rodovia. Durante a fiscalização, foram encontradas três pequenas gaiolas de madeira dentro da mochila de mão de um passageiro de 70 anos.
Ao verificarem o conteúdo, os agentes encontraram cerca de 188 curiós e dois coleirinhos. Os animais estavam amontoados, com aproximadamente 60 aves em cada gaiola, sem ventilação adequada, higiene, água ou alimentação.
Além das condições de transporte, o passageiro não apresentou documentação ou licença ambiental que autorizasse a posse e o deslocamento das aves.
Segundo a PRF, o homem afirmou que havia comprado os animais no Pará e que faria a entrega para outra pessoa em Goiânia (GO). Ele também teria admitido que praticava esse tipo de transporte de forma recorrente. Consultas aos sistemas policiais apontaram ainda registros anteriores relacionados a crimes ambientais semelhantes.
Diante da situação, o Naturatins foi acionado e enviou uma equipe ao local. As aves e as gaiolas foram recolhidas e entregues aos fiscais ambientais, que ficaram responsáveis pelos cuidados necessários, incluindo avaliação veterinária e os procedimentos para uma possível reintrodução dos animais na natureza.
O passageiro foi autuado por meio de Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelos crimes de transporte ilegal de fauna silvestre e maus-tratos contra animais, previstos na Lei de Crimes Ambientais.
Ele assinou um compromisso de comparecimento ao Juizado Especial Criminal e foi liberado no local, conforme determina a legislação para esse tipo de ocorrência.
A apreensão reforça a atuação das forças de segurança no combate ao tráfico e ao transporte irregular de animais silvestres, além da importância da fiscalização para impedir que a fauna brasileira seja submetida a condições de sofrimento e exploração ilegal.
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