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Dor e fissuras não devem ser ignoradas: alerta reforça cuidados nos primeiros dias de amamentação

Especialista explica o que é esperado após o parto e aponta sinais de alerta que podem indicar dificuldades na alimentação do bebê.

27/08/2026 às 16h26
Por: Sirleyva Braz
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Foto: Divulgação
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Os primeiros dias de amamentação são marcados por descobertas e adaptações para mãe e bebê, mas também podem trazer desconfortos que, quando persistentes, precisam de atenção. Durante o Agosto Dourado, campanha que incentiva e apoia a amamentação, especialistas reforçam a importância de buscar orientação diante de dificuldades.

Entre o segundo e o quinto dia após o nascimento, é comum ocorrer a chamada descida do leite, quando as mamas podem ficar mais cheias, quentes e endurecidas. Também pode haver sensibilidade nos mamilos no início da sucção, especialmente nos primeiros segundos da mamada.

O problema é quando a dor se torna intensa ou não melhora. Fissuras nos mamilos, dor persistente e a sensação de que o leite é insuficiente estão entre fatores que podem contribuir para o desmame precoce involuntário.

Segundo Marian Mascarenhas, supervisora do Internato de Pediatria e professora assistente da Afya Porto Nacional, é importante diferenciar os desconfortos comuns do início da amamentação de sinais que mostram que o bebê pode não estar mamando adequadamente.

Quando é hora de procurar ajuda?

Alguns sinais merecem avaliação profissional, como perda de peso, falta de recuperação do peso até os 14 dias de vida, poucas fraldas molhadas, fezes escassas e icterícia.

A pega também precisa ser observada. O bebê deve abrir bem a boca e abocanhar boa parte da aréola. Durante a sucção, os lábios devem ficar voltados para fora, o queixo encostado na mama e as bochechas arredondadas.

Outro sinal positivo é a deglutição. Após algumas sucções, é esperado que a mãe consiga perceber o bebê engolindo de maneira suave.

Não espere a dificuldade piorar

Quando a amamentação continua dolorosa ou apresenta problemas que não melhoram, a recomendação é procurar ajuda especializada. Tentar resolver a situação sozinha por muitos dias pode aumentar o desgaste da mãe e trazer riscos para o bebê.

A orientação é buscar suporte em até 24 a 48 horas diante de uma dificuldade persistente. De acordo com a especialista, esse acompanhamento pode evitar que a mãe chegue ao esgotamento e que o bebê desenvolva desidratação ou tenha ganho de peso inadequado.

O atendimento pode ser realizado com o pediatra ou em um Banco de Leite Humano (BLH). Com orientação adequada, é possível identificar a origem do problema, corrigir a pega e outras dificuldades e aumentar as chances de manter a amamentação de forma segura e tranquila.

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