
Um incêndio florestal de grandes proporções mobilizou equipes da Defesa Civil de Palmas durante cerca de oito horas neste sábado (12), na zona rural da capital. As chamas atingiram uma área de serra no Assentamento Três Penas, próximo ao Distrito de Buritirana, e destruíram aproximadamente 150 hectares de vegetação.
A ocorrência começou por volta das 8h30 e só foi encerrada às 16h30. Para controlar o avanço do fogo, além da equipe inicialmente enviada com a VTR 302, outras equipes da Defesa Civil foram acionadas. O combate também contou com a participação de uma brigada do Corpo de Bombeiros Militar e de chacareiros e moradores das propriedades próximas.
As condições do local fizeram com que as equipes adotassem estratégias diferentes do combate direto às chamas. O relevo acidentado, a extensão da área atingida e a ação dos ventos dificultaram o acesso e aumentaram o risco de propagação do incêndio.
Por isso, os agentes concentraram os esforços no acompanhamento do avanço do fogo, controle de novos focos e proteção das áreas que ainda poderiam ser alcançadas pelas chamas.
Durante a operação, alguns pontos voltaram a apresentar fogo e precisaram ser novamente controlados. Um drone foi utilizado para auxiliar as equipes no monitoramento aéreo, permitindo identificar a direção em que as chamas estavam avançando e orientar as ações em solo.
Ao final dos trabalhos, os agentes fizeram um aceiro frio em uma área que já havia sido queimada. A técnica ajuda a criar uma faixa de segurança e diminuir a possibilidade de que novos focos avancem para regiões ainda preservadas.
Para o superintendente da Defesa Civil de Palmas, Pedro Ângelo Senna, a ocorrência exigiu preparo técnico e integração entre os profissionais envolvidos.
Segundo ele, situações dessa magnitude exigem que os agentes avaliem constantemente as condições do terreno, do clima e do comportamento do fogo para definir a estratégia mais segura e eficiente.
A atuação conjunta entre Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e moradores foi fundamental para o controle da ocorrência e para reduzir os riscos de que as chamas alcançassem outras propriedades da região.

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