
A inteligência artificial está transformando a maneira como as empresas divulgam produtos, desenvolvem campanhas e se comunicam com os consumidores. No Brasil, 44% das empresas que utilizam essa tecnologia já aplicam ferramentas de IA em atividades de marketing ou vendas, segundo a pesquisa TIC Empresas 2025, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), vinculado ao NIC.br.
O levantamento também revela um avanço na utilização de ferramentas capazes de produzir textos automaticamente. Entre as empresas que adotam inteligência artificial, o uso de tecnologias de geração de linguagem natural passou de 20%, em 2024, para 30%, em 2025.
Na prática, esses recursos permitem criar anúncios, elaborar publicações para redes sociais, desenvolver respostas automatizadas e adaptar conteúdos para diferentes plataformas. A tecnologia também pode ajudar na organização de calendários de divulgação e no planejamento de campanhas.
Produtividade exige planejamento
Apesar das facilidades, utilizar inteligência artificial na comunicação empresarial exige estratégia. Para alcançar bons resultados, as ferramentas precisam receber informações precisas sobre a empresa, os produtos oferecidos, o público que se deseja atingir e os objetivos de cada campanha.
O especialista em Inteligência Artificial aplicada aos negócios e Arquiteto de Empresas Inteligentes, Raffa Nunes, destaca que a tecnologia pode acelerar a produção de conteúdos, mas não substitui o planejamento e a compreensão do público.
Segundo ele, produzir grandes quantidades de publicações não significa necessariamente estabelecer uma comunicação eficiente com os consumidores. É preciso definir a mensagem, identificar as necessidades dos clientes e preservar a identidade da marca.
Revisão evita erros e informações falsas
Outro cuidado importante está na conferência dos materiais antes da divulgação. Mesmo com a capacidade de produzir conteúdos rapidamente, ferramentas de IA podem apresentar informações incorretas sobre produtos, preços, condições comerciais e serviços.
O mesmo cuidado vale para imagens criadas artificialmente, que podem apresentar características diferentes das mercadorias realmente comercializadas pela empresa.
Por isso, a revisão humana continua sendo necessária para garantir a precisão das informações e evitar que erros comprometam a credibilidade do negócio.
Como medir os resultados
Além de acelerar a produção, a inteligência artificial pode liberar tempo das equipes para atividades estratégicas, como criatividade, atendimento e relacionamento com os clientes.
Para avaliar se o investimento em tecnologia está funcionando, as empresas precisam acompanhar indicadores que vão além da quantidade de publicações. Entre os pontos importantes estão o número de contatos interessados, a qualidade das interações, o esclarecimento de dúvidas e a conversão em vendas.
A tendência é que a inteligência artificial ocupe cada vez mais espaço nas estratégias comerciais. Entretanto, o uso eficiente da ferramenta depende da combinação entre tecnologia, planejamento e supervisão humana.
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