
Polícia Civil do Tocantins cumpre 50 mandados e combate cultura de risco nas ruas e nas redes. Jovens exibiam manobras ilegais como forma de desafio e entretenimento/ Foto: Divulgação PCTO/Governo do Tocantins
Uma grande operação policial movimentou o norte do Tocantins nesta quinta-feira (11). Batizada de “Rolezinho 244”, a ação coordenada pela Polícia Civil do Tocantins, por meio da 12ª Delegacia de Augustinópolis, teve como foco a desarticulação de grupos que promoviam manobras perigosas com motocicletas, conhecidas popularmente como "grau", em vias públicas e que divulgavam os atos nas redes sociais como forma de ostentação e incitação ao crime.
As investigações revelaram que os envolvidos organizam os encontros ilegais pelas redes sociais, onde também publicam vídeos das manobras radicais, muitas vezes realizadas sem capacete, com motocicletas adulteradas e em plena luz do dia. As postagens geravam curtidas, seguidores e motivavam novos "desafios" entre os participantes.
O delegado Jacson Wutke, que coordena o caso, explicou que a operação vai além da repressão penal:
“O que parece uma simples ‘aventura’ nas redes, na verdade, representa um risco enorme para a vida dos próprios envolvidos e da população. Precisamos agir com firmeza para evitar tragédias. Não podemos normalizar práticas que causam acidentes fatais”.
Além das prisões, a Vara Criminal de Augustinópolis determinou:
A Polícia Científica atuou diretamente nos locais das apreensões para validar tecnicamente indícios de adulterações em veículos. Já a Polícia Penal garantiu a condução e custódia dos presos. A Polícia Militar apoiou nas abordagens e aplicou infrações administrativas nos casos em que foram detectadas irregularidades de trânsito.
O delegado lembra que essas condutas não são apenas ilegais — elas têm causado mortes. Um dos casos mais marcantes ocorreu em junho, em Araguaína, onde uma mulher foi atropelada por um motociclista que empinava a moto enquanto ela atravessava uma faixa de pedestres. O caso gerou forte comoção e impulsionou a mobilização policial.
“Essas mortes não são estatísticas. São mães, pais, filhos, famílias destruídas por atos irresponsáveis. A lei existe para proteger a vida — e estamos aqui para cumpri-la”, reforçou Wutke.
A Polícia Civil informou que a investigação continua, com foco em identificar outros participantes e organizadores que ainda não foram localizados. Os presos já foram encaminhados à Unidade Prisional de Araguatins, onde aguardam decisão judicial.
O To em Alta seguirá acompanhando os desdobramentos da Operação Rolezinho 244 e traz todas as atualizações sobre segurança pública e justiça no Tocantins.
Mín. 21° Máx. 28°