
Neste domingo, dia 01/02, às 16 horas, a cidade de Brasília recebeu a primeira final valendo taça do calendário do futebol brasileiro no duelo entre Flamengo e Corinthians no Estádio do Mané Garrincha (Arena BRB). Os atuais e respectivos campeões do Brasileirão Série A (Flamengo) e da Copa do Brasil (Corinthians) se enfrentaram pela Supercopa Rei 2026, com o timão, de Dorival Júnior, levando a melhor sobre o rubro-negro de Filipe Luís pelo placar de 2 a 0.
Ambas as equipes contaram com casa cheia, já que nas finais da competição, os estádios que são escolhidos como sede são divididos em 50/50 entre os torcedores dos times. Assim, com as duas maiores torcidas do país reunidas numa mesma final, a 9º edição da Supercopa teve início.
O Flamengo veio escalado com a formação parecida com a final da Libertadores 2025, com a diferença sendo a entrada de Gonzalo Plata no lugar de Samuel Lino e Carrascal jogando pela meia esquerda. Um detalhe importante também foi que essa é a primeira partida de De Arrascaeta como titular desde o começo da temporada. Já o Corinthians trouxe a volta da escalação tradicional da equipe, com a dupla de ataque com Memphis Depay e Yuri Alberto, assim como um dos destaques da final da Copa do Brasil 2025, Breno Bidon.
O início da partida foi de muito estudo por parte dos dois times, o que é natural no começo de uma final de jogo único. A equipe rubro-negra tomou as rédeas aos 15 minutos, com o cabeceio de Pedro na cobrança de escanteio de Arrascaeta seguido pela finalização de Carrascal no rebote do mesmo lance, mas foi defendido pelo goleiro do timão, Hugo Souza.
Porém, quando o Corinthians começou a alçar o time ao ataque, também começou a incomodar o adversário. Até que em um lance de escanteio para o timão, a bola cruzada foi tirada pela defesa do Flamengo para o meio de campo, com a segunda bola sobrando com o lateral direito, Matheuzinho, que, em uma jogada ensaiada, cruzou para o zagueiro Gustavo Henrique que apenas ajeitou de cabeça para o companheiro de posição, Gabriel Paulista, abrir o placar aos 26 minutos.
Ao final do primeiro tempo e início da segunda etapa, a partida teve uma situação raramente vista no futebol brasileiro. No apito final da primeira etapa, o jogo contou com uma confusão fora de tela, onde o meia Bidon caiu no campo reclamando de uma cotovelada levada por Carrascal, assim, o árbitro Rafael Klein interveio no meio da confusão esperando a revisão do VAR sobre o lance, só que após alguns minutos aguardando, o juíz mandou todos para o intervalo. E na volta do segundo tempo, Rafael Klein foi chamado ao árbitro de vídeo e revisou o lance da possível agressão, culminando na expulsão do meia rubro-negro antes mesmo do início dos últimos 45 minutos da partida.
Mesmo com um jogador a menos, o Flamengo ainda manteve maior domínio da posse de bola (58%), mas não conseguia ser efetivo na busca pelo empate. E o Corinthians, sem o maior domínio do jogo (42%), administrou bem o placar favorável e organizou mais o time com as substituições ao longo do segundo tempo. A final também contou com a reestreia de Lucas Paquetá na equipe rubro-negra numa das tentativas entre as substituições de Filipe Luís para ajustar a equipe após a expulsão.
Foi nos pés de Lucas Paquetá que veio a melhor chance de empate para o Flamengo durante todo o jogo na segunda etapa. Já nos minutos finais, em um cruzamento para a grande área, a bola encontrou o meia de frente para o gol de Hugo Souza, mas ao finalizar, o chute pegou muito embaixo e acabou por sair por cima do travessão.
E no final dos acréscimos, Yuri Alberto encontrou espaço no contra-ataque e chutou por cima do goleiro Agustín Rossi, decretando a vitória em cima do rubro-negro. Com isso, o Corinthians se tornou bicampeão da Supercopa Rei (1991-2026), levantando o primeiro troféu da temporada.
Lista dos campeões da Supercopa atualizada:
- Flamengo (2020, 2021 e 2025)
- Corinthians (1991 e 2026)
- Atlético-MG (2022)
- Grêmio (1990)
- Palmeiras (2023)
- São Paulo (2024)
Mín. 21° Máx. 23°