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Tocantins registra mais de 1,5 mil acidentes com serpentes em pouco mais de dois anos

Levantamento da Saúde aponta aumento de ocorrências e reforça necessidade de atenção, principalmente em áreas rurais.

10/04/2026 às 14h09
Por: Redação
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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O Tocantins contabilizou 1.593 casos de pessoas picadas por serpentes entre 2024 e março de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO). Apenas nos três primeiros meses deste ano, foram registrados 200 atendimentos relacionados a esse tipo de acidente.

Os números mostram uma frequência significativa ao longo dos últimos anos: foram 723 ocorrências em 2024 e outras 670 em 2025. A maior parte dos casos está associada ao contato direto entre pessoas e animais silvestres, cenário comum tanto em áreas rurais quanto em regiões urbanas em expansão.

Entre as espécies mais envolvidas nos acidentes estão as jararacas e as cascavéis, consideradas responsáveis pela maioria das ocorrências. De acordo com o biólogo Lucas Elias Oliveira Borges, esses animais são comuns no estado e apresentam comportamento discreto, o que aumenta o risco de encontros acidentais.

“As jararacas, principalmente, respondem pela maior parte dos casos no Brasil. Já as cascavéis também são frequentes e exigem atenção. Há ainda registros com corais verdadeiras, mas em menor número”, explica.

Apesar do risco, especialistas destacam que as serpentes desempenham papel importante no equilíbrio ambiental, atuando no controle de populações de outras espécies. Ainda assim, acidentes podem ter consequências graves, especialmente em grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos.

A maior incidência de picadas ocorre na zona rural, geralmente nos membros inferiores, como pés e pernas. Já nas cidades, embora mais raros, os registros podem acontecer em locais com vegetação, entulhos ou áreas próximas a cursos d’água.

Diante de uma picada, a orientação é buscar atendimento médico imediato. O uso do soro antiofídico é essencial e varia conforme a espécie envolvida. Medidas caseiras, como aplicar substâncias no local, fazer cortes ou torniquetes, são contraindicadas e podem agravar o quadro.

Especialistas reforçam que a prevenção ainda é a principal forma de evitar acidentes. O uso de botas em áreas de risco, atenção ao caminhar em locais com vegetação e o cuidado ao manusear objetos em ambientes naturais são algumas das recomendações básicas.

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