Representantes do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Tocantins (Sindjor-TO) e de entidades médicas se reuniram na última sexta-feira (26), em Palmas, para discutir estratégias que fortaleçam a qualidade da cobertura jornalística sobre saúde e enfrentem a disseminação de informações imprecisas ou sem respaldo científico.
O encontro reuniu integrantes do Sindjor-TO e representantes de sociedades médicas, entre elas a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica no Tocantins (Abeso/TO), que defenderam uma atuação cada vez mais integrada entre a imprensa e a comunidade científica.
Durante a reunião, os participantes destacaram a importância de que reportagens sobre saúde sejam produzidas com base em evidências científicas e em fontes especializadas. Também foi debatida a necessidade de utilizar terminologias atualizadas e uma linguagem mais cuidadosa, especialmente em temas sensíveis, como a obesidade, evitando expressões que possam reforçar preconceitos ou gerar interpretações equivocadas.
Outro ponto abordado foi a necessidade de manter os profissionais da comunicação constantemente atualizados sobre avanços científicos, mudanças em protocolos médicos e novas nomenclaturas, contribuindo para uma cobertura mais precisa e acessível ao público.
Como encaminhamento, ficou definida a realização de um novo encontro, desta vez com a participação de representantes dos veículos de comunicação do estado. A proposta é ampliar o diálogo entre jornalistas e sociedades médicas, criando um canal permanente de troca de informações e esclarecimento de dúvidas.
A presidente do Sindjor-TO, Alessandra Bacelar, ressaltou que a aproximação entre imprensa e entidades científicas fortalece o jornalismo e beneficia toda a sociedade.
"A construção de uma relação mais próxima com instituições técnicas amplia a qualidade da informação que chega à população. O sindicato permanece aberto a iniciativas que promovam a integração entre jornalistas e especialistas, fortalecendo uma comunicação responsável e de interesse público", afirmou.
A delegada da Abeso no Tocantins e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia no estado, Marcela Pitaluga, destacou que as entidades científicas pretendem estreitar essa relação com os profissionais da imprensa.
"Nosso objetivo é construir uma nova forma de diálogo, oferecendo suporte técnico e estando cada vez mais disponíveis para esclarecer dúvidas e contribuir com entrevistas sempre que necessário. Queremos que essa aproximação comece pelo Tocantins e sirva de exemplo para outras regiões", declarou.
A iniciativa representa um passo importante para fortalecer a comunicação em saúde no estado, aproximando jornalistas e especialistas na missão de levar informações confiáveis, claras e baseadas na ciência à população.
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