
Uma gestante precisou dar à luz na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Sul, em Palmas, após, segundo a família, ter recebido três negativas de internação no Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos. O parto ocorreu no último sábado (27) e foi realizado por profissionais da própria UPA, que não possui serviço especializado em obstetrícia.
Marcela Silva, moradora de Guaraí, estava hospedada em Palmas à espera do nascimento do filho. De acordo com familiares, ela procurou atendimento na maternidade estadual em diferentes ocasiões após apresentar fortes dores na região pélvica e episódios de sangramento. Em todas as visitas, teria sido informada de que os sintomas eram compatíveis com o estágio da gestação e orientada a retornar para casa.
A cunhada da gestante, Karinny Alves, contou que a família chegou a pedir a internação devido à intensidade das dores, mas recebeu a informação de que o procedimento só seria realizado quando a gravidez alcançasse 41 semanas.
Na noite de sábado, com as contrações cada vez mais intensas e distante da maternidade, a família decidiu procurar atendimento na UPA Sul. Pouco depois da chegada, a equipe médica identificou que o parto era iminente e realizou o procedimento em uma sala de emergência. O bebê nasceu cerca de 20 minutos após a entrada da paciente na unidade.
Como a UPA não dispõe da estrutura necessária para concluir toda a assistência obstétrica, mãe e filho foram encaminhados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital Dona Regina, onde passaram pelos procedimentos pós-parto, exames e observação médica.
Segundo a família, ao chegar à maternidade, houve questionamentos sobre o fato de o parto ter acontecido na UPA, apesar de a unidade de pronto atendimento não contar com obstetras.
Após permanecerem em observação e apresentarem quadro estável, Marcela e o recém-nascido receberam alta hospitalar na segunda-feira (29).
A reportagem solicitou posicionamento da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e da Prefeitura de Palmas sobre os atendimentos prestados, mas não havia recebido resposta até a publicação desta matéria.
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