
Uma operação da Polícia Civil do Tocantins desarticulou, nesta quarta-feira (1º), uma organização criminosa especializada em aplicar o golpe da falsa central bancária. Batizada de Operação Last Call, a ação foi realizada simultaneamente nas cidades paulistas de São Paulo, Guarulhos, Jundiaí e Itu, com o objetivo de cumprir mandados contra os investigados.
As investigações começaram no fim de 2024, após um morador de Palmas perder aproximadamente R$ 300 mil ao ser enganado por criminosos que se passaram por funcionários de uma instituição financeira. Durante o contato telefônico, os suspeitos convenceram a vítima de que havia movimentações suspeitas em sua conta e a induziram a realizar procedimentos que permitiram o acesso aos recursos financeiros.
Ao longo da apuração, a Divisão Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) identificou nove integrantes da organização, todos residentes no estado de São Paulo. Eles são investigados por organização criminosa, furto mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.
Com autorização da Justiça, foram expedidos 15 mandados judiciais, sendo um de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão. Durante a operação, um homem de 43 anos foi preso. Também foram apreendidos celulares, notebooks, máquinas de cartão, chips telefônicos, cartões bancários em nome de terceiros e outros equipamentos que, segundo a investigação, eram utilizados para aplicar os golpes.
Além das buscas, a Polícia Civil também determinou o bloqueio de contas bancárias e de ativos digitais ligados aos investigados, com o objetivo de impedir a movimentação de recursos obtidos de forma ilícita.
Segundo a corporação, o golpe da falsa central bancária tem como principal estratégia o contato telefônico com a vítima. Os criminosos simulam atendimento de bancos, informam supostas fraudes na conta e convencem a pessoa a fornecer dados ou realizar transferências para contas controladas pelo grupo.
A Operação Last Call integra a Operação Brasil Contra o Crime Organizado, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, e contou com o apoio de policiais civis dos estados do Tocantins e de São Paulo. Após os procedimentos legais, o suspeito preso foi encaminhado ao sistema prisional paulista, onde permanecerá à disposição da Justiça.
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