

O Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCETO) voltou ao Hospital Municipal de Pequeno Porte de Ponte Alta do Tocantins para verificar se problemas encontrados em uma fiscalização realizada em agosto de 2025 foram solucionados. A nova vistoria ocorreu nesta quinta-feira (15) e identificou avanços na estrutura, na gestão e na organização dos serviços, mas também apontou pendências que ainda precisam ser resolvidas.
A visita foi realizada por técnicos da Coordenadoria de Auditorias Especiais (COAES), dentro do projeto TCE de Olho, que acompanha as condições dos hospitais municipais do Tocantins.
Entre as melhorias constatadas está a elaboração de um Plano de Contingência, com protocolos para situações de emergência e atendimento a ocorrências com múltiplas vítimas. O documento, segundo o Tribunal, foi colocado em prática durante o grave acidente registrado em agosto deste ano na TO-130, entre Ponte Alta e Santa Tereza do Tocantins.
O hospital também recebeu uma nova ambulância e teve a caixa d’água substituída. Na farmácia, houve reestruturação do espaço e implantação de um sistema informatizado para controlar estoque e distribuição de medicamentos. O setor passou ainda a contar com farmacêutico e assistente.
Os técnicos também verificaram a realização de manutenção preventiva em equipamentos utilizados para exames, além da divulgação dos canais de ouvidoria do SUS, da Secretaria de Saúde e do próprio Tribunal de Contas.
Apesar dos avanços, a equipe do TCE identificou uma pendência considerada importante para a segurança dos pacientes: a falta de um gerador de energia.
O equipamento é necessário para garantir o funcionamento do hospital em caso de interrupções no fornecimento de eletricidade, principalmente para manter equipamentos médicos em operação e preservar medicamentos que precisam de temperatura controlada.
Segundo o auditor de Controle Externo da COAES, João Paulo de Aguiar, o acompanhamento permite verificar se as recomendações feitas nas fiscalizações estão produzindo resultados e quais medidas ainda precisam ser adotadas.
O diretor administrativo do hospital, Aderbal Rodrigues da Silva Junior, também destacou que as orientações do Tribunal contribuíram para mudanças na unidade, especialmente na preparação para situações de emergência.
O projeto TCE de Olho realizou, entre 2025 e 2026, inspeções presenciais nos 30 hospitais municipais de pequeno porte do Tocantins.
Após a primeira etapa, o trabalho entrou na fase de monitoramento. As equipes do Tribunal estão retornando às unidades para verificar quais problemas foram solucionados, quais melhorias foram implementadas e quais pendências ainda precisam de providências.
No caso de Ponte Alta do Tocantins, o retorno apontou evolução em diferentes áreas, mas também reforçou a necessidade de medidas para garantir a segurança e a continuidade do atendimento hospitalar.

Mín. 23° Máx. 39°