22°C 37°C
Palmas, TO
Publicidade

Polícia Civil mira cúpula de organização criminosa em SP e desarticula esquema no Tocantins

Operação Stuart cumpriu mandados em Paraíso do Tocantins e Cotia (SP) e investiga ordens de dentro de presídios, tráfico de drogas e um sistema de punições conhecido como “tribunal do crime”

29/10/2026 às 11h16
Por: Sirleyva Braz
Compartilhe:
Foto: Divulgação PCTO
Foto: Divulgação PCTO

Uma investigação iniciada em 2025 levou a Polícia Civil do Tocantins a avançar sobre a estrutura de uma organização criminosa suspeita de comandar atividades ilícitas mesmo com integrantes presos. Deflagrada nesta quinta-feira (29), a Operação Stuart cumpriu mandados em Paraíso do Tocantins e em Cotia, no estado de São Paulo, e apura a possível participação de uma liderança da facção que atuaria fora do território tocantinense.

A organização é investigada por envolvimento em tráfico de drogas, cobranças ilegais de dívidas e ataques violentos. Segundo a Polícia Civil, integrantes custodiados mantinham comunicação clandestina com comparsas em liberdade para coordenar ações criminosas no município de Paraíso.

Ao todo, a Justiça expediu cinco mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão. Em Paraíso do Tocantins, foram destinados quatro mandados de prisão e nove de busca. Já em Cotia (SP), as ordens judiciais incluíram uma prisão e três buscas.

Ordens partiam de dentro e de fora dos presídios

De acordo com a investigação, a organização mantinha uma estrutura com divisão de funções entre pessoas presas e integrantes em liberdade. As apurações apontaram que os envolvidos coordenavam o tráfico de entorpecentes, movimentavam recursos e repassavam determinações por meio de familiares e companheiras que também seriam integrantes do grupo.

Os investigadores identificaram ainda possíveis mecanismos de controle interno, com aplicação de punições a membros que descumprissem as regras impostas pela facção.

Liderança em São Paulo é investigada

Um dos focos da operação é um homem de 35 anos, identificado pelas iniciais R.P.S. e conhecido como “Yuri Alberto”, residente em Cotia (SP).

Conforme a Polícia Civil, ele seria ligado a setores da cúpula da facção conhecidos como “Sintonia da Fora do Ar” e “Pé Quebrado”. A suspeita é de que o investigado exercesse influência sobre integrantes presos no Tocantins e em unidades prisionais paulistas, recebendo solicitações, autorizando ações e transmitindo ordens.

A possível participação dele na estrutura criminosa continua sob investigação.

Investigação aponta existência de “tribunal do crime”

Outro ponto considerado relevante pelos investigadores é a suspeita de funcionamento de um chamado “tribunal do crime”, mecanismo utilizado pela organização para decidir punições contra integrantes e pessoas que desobedecessem às suas determinações.

Segundo os elementos reunidos pela Polícia Civil, as sanções poderiam incluir ameaças, agressões físicas, chamadas pelos integrantes de “madeirada”, e até ordens de morte.

A investigação busca esclarecer como essas decisões eram tomadas e identificar os envolvidos nos diferentes níveis da estrutura criminosa.

Operação mobilizou equipes de dois estados

A ação foi coordenada pela 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (6ª DEIC), de Paraíso do Tocantins, com participação de unidades da Polícia Civil do Tocantins e de São Paulo, além de equipes da Polícia Penal tocantinense.

A operação também integra a Operação Protetor de Divisas, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e contou com apoio de órgãos especializados em inteligência e combate ao crime organizado.

Segundo o delegado Antonio Onofre Oliveira da Silva Filho, responsável pela investigação, o trabalho permitiu aprofundar o mapeamento da estrutura criminosa, desde os integrantes suspeitos de executar as atividades ilícitas até a possível atuação de uma liderança localizada fora do estado.

As investigações continuam para esclarecer os crimes apurados e identificar outros possíveis envolvidos.

Por que a operação recebeu esse nome?

O nome Operação Stuart faz referência a celulares pequenos que, segundo a investigação, eram utilizados para manter a comunicação clandestina entre integrantes da facção. A denominação alude ao personagem Stuart Little, conhecido pelo tamanho reduzido.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Palmas, TO
27°
Tempo nublado

Mín. 22° Máx. 37°

30° Sensação
7.42km/h Vento
78% Umidade
80% (1.22mm) Chance de chuva
05h43 Nascer do sol
18h10 Pôr do sol
Sex 41° 24°
Sáb 41° 26°
Dom 43° 26°
Seg 41° 27°
Ter 41° 28°
Atualizado às 12h01
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,39 +0,83%
Euro
R$ 6,02 +0,91%
Peso Argentino
R$ 0,00 +3,12%
Bitcoin
R$ 466,483,12 +0,34%
Ibovespa
169,540,77 pts -0.86%
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade