

Eleito governador do Tocantins, Vicentinho Júnior (PSDB) chega ao fim da disputa eleitoral com um primeiro desenho de apoio na Assembleia Legislativa. Dos 24 deputados estaduais eleitos para a próxima legislatura, oito declararam apoio à candidatura do tucano durante o segundo turno, enquanto 16 estiveram ao lado de Professora Dorinha (União Brasil).
O cenário, no entanto, ainda está longe de representar uma divisão definitiva entre governo e oposição. Os posicionamentos registrados durante a campanha podem mudar até a posse e também ao longo do mandato, conforme as negociações políticas avancem e as prioridades do novo governo sejam apresentadas.
No fim do primeiro turno, Vicentinho tinha cinco deputados eleitos declarados em seu grupo. Durante a segunda etapa da eleição, o número chegou a oito com a adesão de Paulinho do Bonifácio (Podemos), Moisemar Marinho (PL) e Luciano Oliveira (PSD).
Paulinho e Moisemar haviam acompanhado Dorinha no primeiro turno, enquanto Luciano Oliveira estava no grupo de Laurez Moreira (PSD), que terminou a primeira etapa da disputa em terceiro lugar.
Entre os oito parlamentares que declararam apoio a Vicentinho estão Dr. Danilo Alencar, Raul Cayres e Valdemar Júnior, do MDB; Jorge Frederico e Toinho Andrade, do PSDB; além de Luciano Oliveira, Paulinho do Bonifácio e Moisemar Marinho.
O resultado também revela que as alianças eleitorais não seguiram necessariamente as fronteiras partidárias. PL e Podemos, por exemplo, elegeram parlamentares que estiveram em palanques diferentes durante a disputa pelo Governo do Tocantins.
O próprio PSDB, partido de Vicentinho, terá duas cadeiras na Assembleia Legislativa na próxima legislatura: Jorge Frederico e Toinho Andrade.
Do outro lado, 16 deputados eleitos declararam apoio a Dorinha durante o segundo turno. O grupo reúne nomes do Republicanos, PL, União Brasil, Podemos, PV, PCdoB e PRD.
Com o resultado das urnas definido, um dos principais desafios políticos de Vicentinho será construir uma relação com a Assembleia Legislativa para garantir apoio às propostas do Executivo.
A composição atual, porém, deve ser tratada como um retrato dos palanques eleitorais, e não como uma definição de quem será situação ou oposição. As negociações para formação da base governista poderão avançar até a posse, prevista para janeiro de 2027, e continuar durante o mandato.
A próxima legislatura começa em fevereiro de 2027, quando o novo governo terá pela frente a construção de uma maioria parlamentar para aprovar projetos e medidas de interesse da administração estadual.
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