

O cooperativismo vai além dos serviços financeiros. Ele também pode abrir caminhos para pequenos empreendedores, incentivar a educação financeira, apoiar projetos sociais e fortalecer a economia das cidades. Foi com essa proposta que o Sicredi promoveu o 11º Encontro Nacional com Jornalistas e Formadores de Opinião, reunindo mais de 60 profissionais da comunicação de diferentes regiões do Brasil, em uma programação voltada à troca de experiências e ao conhecimento do modelo cooperativista.
O chefe de redação do Jornal TO em Alta, Francisco Costa, viajou ao Rio Grande do Sul para acompanhar o encontro e conhecer de perto como o cooperativismo funciona na prática, desde as origens históricas do movimento até as iniciativas que contribuem para o desenvolvimento das comunidades.
A programação apresentou experiências que mostram como a participação dos associados, o relacionamento próximo com a população e o investimento em ações coletivas podem gerar resultados que ultrapassam o ambiente financeiro.
Para Francisco Costa, a experiência também representa uma oportunidade de levar ao público tocantinense informações sobre um modelo de negócio que ainda pode ser mais conhecido por parte da população.
“Estar aqui é uma oportunidade de conhecer histórias, ouvir quem vive o cooperativismo no dia a dia e entender como esse modelo pode fazer diferença na vida das pessoas. Nosso papel, como jornalistas, é transformar esse conhecimento em informação acessível, mostrando ao público do Tocantins como iniciativas de cooperação podem contribuir para o desenvolvimento das cidades e abrir novas oportunidades”, destacou o chefe de redação do Jornal TO em Alta.
Durante a abertura do encontro, César Bochi, diretor-presidente do Banco Cooperativo Sicredi, apresentou um panorama do cooperativismo de crédito no país. Segundo os dados divulgados durante a apresentação, o setor reúne mais de 21 milhões de associados no Brasil, e em mais de mil municípios as cooperativas de crédito são a única instituição financeira presente.
Uma das características desse modelo é que o associado não é apenas cliente: ele também participa da cooperativa como dono, com direitos e responsabilidades previstos nas regras da instituição.
Essa estrutura diferencia o cooperativismo das instituições financeiras tradicionais e busca aproximar as decisões da organização das necessidades dos próprios associados e das comunidades em que ela atua.
O modelo também pode contribuir para ampliar o acesso a serviços financeiros em localidades que contam com poucas alternativas bancárias, além de estimular a orientação financeira e o fortalecimento de pequenos negócios.
A passagem pelo Rio Grande do Sul permitiu conhecer lugares ligados à história do movimento cooperativista brasileiro. Entre eles está Nova Petrópolis, município reconhecido como berço do cooperativismo de crédito no Brasil.
Foi nessa região que, em 1902, nasceu a experiência que deu origem à atual Sicredi Pioneira, inspirada na organização coletiva de pessoas que buscavam alternativas para atender às necessidades financeiras da comunidade.
Durante a programação, os jornalistas conheceram espaços históricos e iniciativas que ajudam a contar como a cooperação passou a fazer parte da identidade econômica e social da região.
A visita também incluiu o Armazém Wazlawick, localizado na Linha Brasil, em Nova Petrópolis. O casarão, construído em 1911, atravessou gerações e teve diferentes funções ao longo de sua história, incluindo salão de baile, espaço de convivência comunitária e comércio de secos e molhados. Desde 2018, funciona como restaurante, preservando elementos da construção original.
O local representa outro aspecto importante da região: a valorização da memória, da cultura e das histórias construídas pelas famílias e comunidades ao longo do tempo.
O presidente da Sicredi Pioneira, Tiago Schmidt, também apresentou exemplos de como a cooperativa procura manter uma relação próxima com a população.
Segundo os números apresentados durante o encontro, a instituição reúne aproximadamente 335 mil associados em uma área de atuação com cerca de um milhão de habitantes.
Schmidt ressaltou que a presença da cooperativa não se limita à oferta de produtos financeiros. Entre as iniciativas mencionadas estão espaços disponibilizados para atividades comunitárias, encontros culturais, ações educacionais e cursos organizados de acordo com as necessidades da população.
Em um desses espaços, aproximadamente 58 mil pessoas participaram, no ano anterior, de eventos que não foram organizados diretamente pela cooperativa, mas pela própria comunidade.
Ao explicar essa relação, o presidente destacou que a proximidade com os moradores é parte essencial da identidade cooperativista.
“A cooperativa precisa estar conectada à realidade das pessoas. Conhecer as necessidades de cada comunidade e contribuir para que ela encontre caminhos para crescer é tão importante quanto oferecer soluções financeiras”, foi a mensagem central apresentada por Schmidt durante a discussão sobre o papel social da instituição.
Outro tema abordado foi a atuação das cooperativas diante das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024.
Segundo os relatos apresentados durante o encontro, o apoio aos empreendedores e às comunidades atingidas foi uma das frentes de atuação, com iniciativas voltadas à recuperação da atividade econômica e à continuidade dos negócios.
Também foram mencionadas ações relacionadas à educação, incluindo melhorias em escolas e distribuição de materiais escolares em regiões afetadas.
As experiências demonstram como a articulação entre instituições, empreendedores e moradores pode contribuir para a recuperação de comunidades em momentos de dificuldade.
A proposta do cooperativismo, nesse contexto, é combinar a sustentabilidade financeira da instituição com ações que ajudem a preservar oportunidades de trabalho, renda e desenvolvimento local.
Além das apresentações institucionais e das visitas, o encontro reforçou a importância do trabalho de jornalistas e formadores de opinião na divulgação de informações sobre o cooperativismo.
Ao aproximar profissionais da comunicação de experiências concretas, a iniciativa busca ampliar o entendimento sobre como as cooperativas funcionam, quais benefícios podem oferecer e de que maneira participam da economia das regiões onde estão presentes.
Para o Jornal TO em Alta, a participação de Francisco Costa também representa uma oportunidade de ampliar a cobertura sobre economia, empreendedorismo e iniciativas que podem inspirar projetos e discussões no Tocantins.
“Quando conhecemos uma experiência de perto, conseguimos ir além dos números e entender as pessoas que estão por trás de cada iniciativa. Queremos trazer esse conteúdo para os nossos leitores, mostrando como a cooperação, a participação e o planejamento podem ajudar a construir comunidades mais fortes”, acrescentou Francisco.
A experiência no Rio Grande do Sul amplia o olhar do Jornal TO em Alta sobre um tema que envolve não apenas o mercado financeiro, mas também educação, desenvolvimento regional e participação social.
Ao conhecer histórias e iniciativas ligadas ao cooperativismo, a proposta é compartilhar informações que ajudem os tocantinenses a compreender melhor esse modelo e as possibilidades que ele pode oferecer para pessoas, empreendedores e comunidades.
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