
O possível fim da escala de trabalho 6×1, a implantação do autosserviço nos postos e a participação das distribuidoras no mercado de combustíveis estiveram entre os principais assuntos discutidos em uma reunião nacional do setor, realizada na quarta-feira (28), em Natal, no Rio Grande do Norte. O encontro contou com a participação do presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Tocantins (Sindiposto-TO), Wilber Silvano de Sousa Filho.
A reunião extraordinária do Conselho de Representantes da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) também abordou a regulamentação da recarga de veículos elétricos e possíveis mudanças nas normas e penalidades aplicadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
As discussões envolvem propostas que podem modificar a rotina dos estabelecimentos, os custos operacionais, as relações de trabalho e a concorrência entre as empresas do segmento.
Entre os temas da pauta, o possível fim da escala 6×1 levantou questionamentos sobre como uma eventual alteração na jornada de trabalho poderia impactar a organização das equipes e o funcionamento dos postos.
Outro assunto debatido foi o autosserviço, modalidade em que o próprio motorista realiza o abastecimento do veículo. A reunião também discutiu a atuação das distribuidoras na revenda de combustíveis e os efeitos dessa participação sobre a concorrência no mercado.
Para Wilber Silvano, é importante que as propostas sejam avaliadas considerando as diferentes realidades dos estabelecimentos.
Segundo o presidente do Sindiposto-TO, as mudanças precisam levar em conta os reflexos sobre empresários, trabalhadores e consumidores, especialmente em relação aos custos, à manutenção dos empregos e à qualidade do atendimento.
A expansão dos veículos elétricos também foi discutida durante o encontro, com destaque para a necessidade de regulamentar os serviços de recarga oferecidos nos postos de combustíveis.
Outro ponto foi o aperfeiçoamento das regras e penalidades da ANP, responsáveis por orientar o funcionamento e a fiscalização das empresas do setor.
Wilber destacou que a participação do sindicato nas discussões nacionais busca representar os interesses dos revendedores tocantinenses e acompanhar decisões que possam afetar diretamente a atividade no estado.
A entidade defende regras claras, equilíbrio na concorrência e segurança jurídica para os empresários que atuam no comércio de combustíveis.
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