
O futuro da gestão ambiental de uma área de 1,58 milhão de hectares estará em discussão nesta sexta-feira (30), em Marianópolis. O Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental (APA) Ilha do Bananal/Cantão realiza uma reunião extraordinária para apresentar, discutir e votar a revisão do Plano de Manejo da unidade.
O encontro será realizado a partir das 9h, no auditório da Câmara Municipal de Marianópolis, com a participação de representantes titulares e suplentes do Conselho Gestor.
O Plano de Manejo é o documento que define como uma Unidade de Conservação deve ser utilizada e protegida. A revisão estabelece novas diretrizes para o zoneamento e para as atividades desenvolvidas na região, buscando conciliar a preservação ambiental com a produção e as necessidades das comunidades que vivem no território.
Entre os objetivos estão o fortalecimento da conservação da biodiversidade, a proteção dos recursos hídricos e a organização do uso e da ocupação do solo. A proposta também estabelece orientações para atividades produtivas sustentáveis e medidas voltadas à prevenção de conflitos socioambientais.
O Conselho Gestor tem papel importante nesse processo por reunir representantes do poder público e da sociedade civil. O grupo acompanha a gestão da APA, participa da definição de normas e pode avaliar, propor e aprovar o Plano de Manejo com acompanhamento técnico.
A participação busca garantir que as decisões sobre o território considerem tanto a necessidade de conservação dos recursos naturais quanto as demandas das comunidades e das atividades econômicas existentes na região.
Criada pela Lei Estadual nº 907, de 20 de maio de 1997, a APA Ilha do Bananal/Cantão tem como finalidade proteger a fauna, a flora, o solo e os recursos hídricos, além de contribuir para a manutenção das vazões dos mananciais.
Com 1.585.000 hectares, a unidade é a maior Unidade de Conservação do Tocantins e está presente nos municípios de Abreulândia, Araguacema, Caseara, Chapada de Areia, Divinópolis, Dois Irmãos, Marianópolis, Monte Santo e Pium.
A área possui um zoneamento ambiental que estabelece regras para o uso do território levando em consideração características ambientais, agrícolas, extrativistas, geológicas e culturais.
A revisão do Plano de Manejo pretende atualizar essas diretrizes e fortalecer a gestão de uma região considerada estratégica para a conservação ambiental e o desenvolvimento sustentável do Tocantins.
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