
Profissionais da área de vigilância ambiental e controle de zoonoses participam, nesta segunda-feira (28), de uma capacitação voltada ao monitoramento de doenças em animais silvestres em Palmas. A II Reunião Anual de Epizootia do município segue até terça-feira (29) e busca aprimorar a identificação e o acompanhamento de ocorrências que podem representar riscos à saúde pública.
Durante a programação, as equipes da Diretoria de Vigilância Ambiental e Unidade de Controle de Zoonoses (DVAUCZ) recebem orientações sobre como reconhecer situações suspeitas, registrar informações e adotar medidas de proteção durante as atividades de campo.
O treinamento também aborda o uso do Sistema de Informação em Saúde Silvestre (SISS-Geo), ferramenta utilizada para reunir dados sobre ocorrências envolvendo animais e auxiliar no acompanhamento epidemiológico.
O termo epizootia é utilizado na medicina veterinária e na saúde pública para definir a ocorrência de uma doença contagiosa que atinge um número de animais acima do esperado em determinada região e período.
A identificação dessas ocorrências é importante porque algumas doenças podem ser transmitidas entre animais e seres humanos, as chamadas zoonoses.
Durante a capacitação, o médico-veterinário e gerente da Vigilância das Arboviroses da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Anderson Bandeira, explicou os procedimentos que devem ser adotados diante da suspeita de doenças em animais silvestres.
Entre os temas apresentados estão o registro das ocorrências no SISS-Geo, a coleta de amostras e os cuidados necessários para reduzir os riscos de transmissão durante a manipulação dos animais.
Um dos alertas apresentados durante o encontro envolve a interação entre pessoas e animais silvestres. Segundo Anderson Bandeira, mesmo situações aparentemente inofensivas, como alimentar um animal, podem resultar em contato e aumentar a possibilidade de transmissão de doenças entre as espécies.
As equipes também foram orientadas sobre o uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) durante a coleta de materiais para análise.
Para a coordenadora da DVAUCZ, Lara Betânia Araújo, a atualização dos profissionais ajuda a padronizar os procedimentos e melhorar o trabalho realizado em campo.
A capacitação também pretende ampliar a participação das equipes no registro das ocorrências, garantindo que os dados coletados durante as ações de vigilância sejam inseridos corretamente no sistema.
O SISS-Geo permite registrar e acompanhar informações relacionadas a investigações epidemiológicas envolvendo animais silvestres. Os dados reunidos pelas equipes podem contribuir para identificar ocorrências, acompanhar a evolução dos casos e orientar ações de vigilância e prevenção de zoonoses.
A capacitação segue até esta terça-feira (29), com foco no fortalecimento das estratégias de monitoramento e resposta a eventos que possam representar risco à saúde animal e humana.
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