

A proximidade do fim do ano costuma aumentar as expectativas de vendas entre os pequenos empresários, mas o maior faturamento não significa, necessariamente, dinheiro disponível para manter as contas em dia. Um levantamento do Sebrae mostra que 25% dos pequenos negócios brasileiros estavam com dívidas em atraso em julho de 2026.
O dado faz parte da 13ª edição da pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios. Apesar de representar uma redução em relação aos 28% registrados em março, o percentual significa que um em cada quatro pequenos negócios ainda enfrentava dificuldades para manter os pagamentos em dia.
O levantamento também aponta que 46% das empresas que buscaram crédito nos três meses anteriores à pesquisa conseguiram aprovação. Para especialistas, porém, antes de assumir novos compromissos financeiros, o empresário precisa entender quanto dinheiro realmente terá disponível nas próximas semanas.
O planejamento do fluxo de caixa é uma das principais ferramentas para evitar surpresas. A análise deve considerar não apenas as vendas realizadas, mas também os prazos para receber dos clientes e as datas de vencimento de fornecedores, impostos, aluguel, serviços e outras despesas.
Para Ramom Carvalho, especialista em BPO financeiro da Liberty Boss, acompanhar somente o faturamento pode passar uma impressão equivocada sobre a situação financeira da empresa.
Segundo ele, um negócio pode registrar boas vendas e, ainda assim, não ter recursos suficientes para quitar as contas no momento do vencimento. Por isso, é necessário antecipar possíveis períodos de falta de caixa e organizar os compromissos antes que o problema apareça.
Com a chegada dos últimos meses do ano, o planejamento precisa incluir despesas extras, como reposição de estoque e, no caso de empresas com funcionários, o pagamento do décimo terceiro salário.
Outro cuidado é considerar possíveis atrasos nos pagamentos dos clientes. Dessa forma, a empresa evita montar sua previsão financeira contando com recursos que ainda não entraram no caixa.
Também é importante diferenciar faturamento, lucro e saldo disponível. O valor das vendas não representa necessariamente dinheiro livre para utilização, já que parte dos recursos pode estar comprometida com custos, despesas e pagamentos futuros.
Para empresas que precisam recorrer a empréstimos ou financiamentos, a recomendação é avaliar não apenas o valor liberado, mas também a finalidade do crédito e o custo total da operação.
As parcelas assumidas devem ser incluídas na projeção financeira para evitar que uma solução momentânea gere novas dificuldades para o caixa.
Nesse cenário, o BPO Financeiro, serviço de terceirização de rotinas administrativas e financeiras, pode auxiliar na organização das contas a pagar e a receber, no acompanhamento do fluxo de caixa e na produção de relatórios para apoiar as decisões.
Com informações atualizadas sobre os recursos que entram e saem da empresa, o empreendedor consegue ter uma visão mais clara da situação financeira e se preparar melhor para compras, negociações com fornecedores e novos investimentos.
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