

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) instaurou um procedimento para verificar as condições de funcionamento da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas. A apuração ocorre em meio à falta de delegados e investigadores na unidade especializada e ao aumento dos registros de homicídios na Capital.
Entre 1º de janeiro e 15 de outubro de 2026, Palmas contabilizou 47 homicídios. O número já se aproxima dos 49 casos registrados durante todo o ano de 2025, segundo os dados que motivaram a atuação do Ministério Público.
A situação da DHPP também teria sido agravada pela exoneração recente de um delegado. Para o MPTO, a redução do efetivo pode comprometer a capacidade da unidade de conduzir as investigações e dar andamento aos procedimentos relacionados aos crimes contra a vida.
Como parte da apuração, o Ministério Público solicitou informações à Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), à Polícia Militar e à própria DHPP. Os órgãos terão prazo de 15 dias para apresentar os dados solicitados.
A SSP deverá informar o número de homicídios registrados entre 2024 e 2026, com detalhamento por bairros e meses, além de apresentar medidas adotadas para combater a violência e possíveis planos para reforçar o efetivo da DHPP.
Já a Polícia Militar deverá detalhar as ações de policiamento preventivo e as medidas adotadas após ocorrências recentes. A DHPP terá que informar o número de inquéritos instaurados e concluídos, permitindo ao MPTO avaliar a capacidade de resposta da unidade.
A iniciativa busca esclarecer se a estrutura atual da delegacia é suficiente para atender à demanda e garantir o andamento das investigações de homicídios registrados na Capital.
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