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Conjuntivite dispara em abril e se torna principal motivo de afastamento escolar no país

Condições de calor e umidade favorecem a disseminação da doença entre crianças; no Tocantins, unidades de saúde registram aumento na procura por atendimento.

22/04/2026 às 09h42
Por: Sirleyva Braz
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Foto: Divulgação
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Olhos avermelhados, coceira persistente e desconforto constante têm tirado muitas crianças das salas de aula em todo o Brasil. A conjuntivite, frequentemente vista como um problema simples, vem ganhando destaque por seu impacto na rotina escolar e familiar, especialmente em períodos de clima quente e úmido, como o mês de abril no Tocantins.

Um levantamento da plataforma Coala Saúde aponta que a doença respondeu por 18,1% dos atendimentos de telemedicina realizados com estudantes em 2023, liderando as causas de afastamento escolar no país. O índice supera ocorrências comuns como gripe e gastroenterite, evidenciando a alta incidência do problema em ambientes coletivos.

Embora não seja diretamente provocada pelo clima, a conjuntivite encontra nas condições típicas deste período um cenário favorável para se espalhar. Temperaturas elevadas, maior permanência em locais fechados e a circulação de vírus respiratórios contribuem para o avanço da forma viral da doença, considerada altamente contagiosa. Paralelamente, fatores como poeira, mofo e ácaros intensificam os quadros alérgicos.

Em Palmas, a demanda por atendimento pediátrico cresce nessa época do ano, principalmente entre crianças em idade escolar. Especialistas alertam que ambientes como escolas e creches facilitam a transmissão, devido ao contato próximo e ao compartilhamento de objetos.

Os sinais mais comuns incluem vermelhidão, lacrimejamento e coceira nos olhos. No entanto, sintomas como dor, sensibilidade à luz e secreção intensa indicam a necessidade de avaliação médica. O diagnóstico correto é essencial para diferenciar os tipos da doença viral, bacteriana ou alérgica e evitar o uso inadequado de medicamentos.

Dados da oftalmologia pediátrica também mostram que a alergia ocular afeta entre 15% e 28% das crianças e adolescentes no Brasil, muitas vezes associada a fatores ambientais e predisposição genética.

Diante do caráter contagioso da conjuntivite, a orientação é redobrar os cuidados com higiene, evitar o compartilhamento de objetos pessoais e buscar atendimento ao surgirem os primeiros sintomas. A rapidez no diagnóstico não só contribui para a recuperação da criança, como também ajuda a conter a disseminação da doença em casa e no ambiente escolar.

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